Dra. Ingrid Ostermayer – Medicina de Família

Dor tem tratamento

Viver com dor constante é algo que só quem sente realmente entende.
A dor crônica não é apenas um incômodo físico, ela afeta seu humor, sua energia, sua rotina e até seus relacionamentos.

Você talvez já tenha ouvido frases como:
“Isso é coisa da sua cabeça”
ou
“Todo mundo sente dor de vez em quando”.

Mas nenhuma dessas afirmações diminui a intensidade nem a realidade do que você enfrenta diariamente.

A dor crônica pode gerar sentimentos de solidão, frustração ou até mesmo desesperança.
Por isso, é importante reforçar:
sua dor é real, tem causa, e merece ser ouvida com atenção.

Você não precisa carregar esse fardo sozinho(a).
Existem caminhos e cuidado baseados em evidências, e acima de tudo, existe espaço para escuta, sem julgamentos.

Meu compromisso é estar ao seu lado, com um plano de tratamento que vá além do alívio temporário.
Vamos juntos em busca de mais conforto, liberdade e qualidade de vida.

Bem-vindo ao cuidado que você merece.
Sou a Dra. Ingrid Ostermayer, médica de família com compromisso em oferecer um atendimento próximo, humano e baseado nas melhores evidências científicas.

Cada pessoa vive a dor de forma única, por isso, meu trabalho é criar um plano de cuidado individualizado, que realmente faça sentido para sua história e promova um alívio duradouro, não apenas momentâneo.

Com uma abordagem integral e sensível ao que vai além do sintoma, ajudo meus pacientes a retomarem o prazer de viver, enxergando a vida com mais cor, conforto e liberdade.

Se você, ou alguém que ama, está enfrentando dores persistentes, saiba: é possível viver com menos dor e mais qualidade de vida.

Veja depoimentos sobre a consulta da Dra Ingrid:

Dor: o que é e por que ela precisa ser levada a sério

A dor é um fenômeno complexo, que vai muito além de uma simples resposta física a um estímulo.
Quando se torna intensa, frequente ou crônica, ela pode afetar profundamente a qualidade de vida, o sono, o humor e os relacionamentos.

A sensação de dor envolve sempre múltiplos fatores:

  • Componentes biológicos, como inflamações, lesões ou alterações no sistema nervoso;
  • Aspectos emocionais, como ansiedade, estresse e histórico de traumas;
  • E também elementos culturais e subjetivos, que moldam a forma como cada pessoa percebe e expressa sua dor.

Por isso, a dor é uma experiência individual e cheia de nuances.
Dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem relatar intensidades completamente diferentes e ambos estão certos em sua vivência.

Essa subjetividade muitas vezes dificulta o diagnóstico e o tratamento adequado, especialmente quando a dor não “aparece” em exames ou é minimizada por quem não a sente.

O reconhecimento da dor como um sinal legítimo e digno de atenção é o primeiro passo para um cuidado efetivo e respeitoso.

Dor crônica
Dor de cabeça

Como o cérebro e o corpo processam a dor

Na maioria dos casos, a dor desaparece espontaneamente quando o estímulo doloroso é eliminado e a lesão é tratada de forma adequada.

No entanto, em algumas situações, a dor persiste mesmo após a cicatrização, ou surge sem uma causa evidente.
Ela também pode ser desencadeada por estímulos leves, como o toque de uma roupa ou um simples contato na pele.
Nesses casos, falamos de uma dor disfuncional ou mal modulada, onde o sistema nervoso passa a interpretar sinais normais como se fossem de dor.

Por outro lado, também existem quadros em que ocorre o oposto: a perda da sensibilidade dolorosa.
Pessoas com hanseníase, neuropatia diabética ou algumas síndromes genéticas raras podem não sentir dor, mesmo diante de ferimentos.

Esse tipo de alteração pode trazer sérios riscos. Por exemplo, em pacientes com neuropatia diabética, um machucado no pé pode passar despercebido, o que pode resultar em infecções, feridas graves e até amputações.

Tanto o excesso quanto a ausência de dor são sinais de alerta. Por isso, compreender o que está por trás dessa sensação é fundamental para um cuidado adequado e preventivo.

Mecanismos da dor

Mecanismo de funcionamento:

Quando sofremos um ferimento, o corpo inicia uma resposta imediata de proteção.
Células inflamatórias e fibras nervosas sensoriais são ativadas e liberam diversas substâncias químicas, como prostaglandinas, histamina e citocinas, que ampliam o sinal de dor.

Essas substâncias estimulam outras células e terminam por enviar uma mensagem ao cérebro, através do Sistema Nervoso Central (SNC).
Essa comunicação informa que há um problema a ser cuidado.

O próprio sistema nervoso, então, responde com mecanismos naturais de regulação da dor, liberando substâncias como endorfinas e serotonina, que ajudam a reduzir a sensação dolorosa.
Ou seja, o corpo busca um equilíbrio entre gerar alerta e controlar o sintoma.

No nosso organismo, existem tanto substâncias que aumentam a dor e a inflamação, quanto substâncias que ajudam a amenizar esse processo.
Isso se relaciona ao fato de termos diferentes tipos de fibras sensoriais:

  • Algumas conduzem sinais de dor;
  • Outras transmitem estímulos como toque, calor, frio ou pressão leve.

Em algumas situações, esse sistema se desregula.
Fibras que não deveriam produzir dor passam a gerar respostas dolorosas, mesmo diante de estímulos leves, como vestir uma roupa ou receber um simples toque.
Esse fenômeno é chamado de alodínea.

A forma como cada pessoa percebe a dor depende de vários fatores e é sempre individual.
Por isso, a dor é um fenômeno complexo, que vai além do físico e precisa ser tratado com atenção e conhecimento especializado.

Um médico habilitado pode ajudar você a entender a origem da dor e traçar um plano de cuidado eficaz.

Tipos de Dor: Entenda as Diferenças

A dor pode ser classificada de diferentes formas e conhecer essa classificação é fundamental para que o tratamento seja direcionado de forma correta e eficaz.

Quanto a duração:

Dor em ombro
Dor forte
  • Dor Aguda: É aquela que dura menos de 3 meses.
    Geralmente está associada a um evento específico, como uma lesão, cirurgia ou inflamação.
    Tem início definido, costuma ser mais simples de tratar e a causa costuma ser claramente identificável.
  • Dor Crônica: É aquela que persiste por mais de 3 meses.
    Nesse caso, o quadro se torna mais complexo: Pode haver tensão muscular constante, Fadiga intensa, Alterações no apetite e no sono.

A dor crônica muitas vezes envolve modificações no funcionamento dos neurônios, que passam a ampliar os sinais dolorosos.
Por isso, ela precisa ser tratada com o suporte de profissionais capacitados, muitas vezes dentro de uma equipe multidisciplinar.

Quanto ao mecanismo da dor

  • Dor nociceptiva:
    • É causada por lesões nos tecidos do corpo: cortes, fraturas, entorses, inflamações. É o tipo mais comum e geralmente responde bem a medicamentos como: Analgésicos, Anti-inflamatórios, derivados de morfina e outros.
  • Dor neuropática: É causada por lesões ou disfunções no sistema nervoso, ou seja alterações cerebrais, medula espinhal ou nervos periféricos.
    • Pode ocorrer, por exemplo, em casos de: Herpes zoster, Neuropatia diabética, Neuralgia do trigêmeo.
    • Essa dor costuma ser descrita como choque elétrico, queimação ou formigamento.
      E o tratamento é diferente: utiliza medicações como anticonvulsivantes e antidepressivos, que agem diretamente nos mecanismos de transmissão da dor — mesmo que não estejam sendo usados para tratar convulsões ou depressão.
  • Dor mista: Acontece quando existem componentes tanto nociceptivos quanto neuropáticos.
    É comum em situações como dor oncológica ou lombalgia crônica.

Saber identificar o tipo de dor é fundamental para escolher a abordagem mais adequada e evitar tanto tratamentos ineficazes quanto o agravamento do quadro.

Se você convive com dor persistente, agende uma consulta e inicie um cuidado mais preciso, baseado em evidências.

Quais são as consequências de viver com dor por muito tempo?

Sentir dor de forma contínua afeta muito mais do que o corpo.
A dor prolongada pode gerar ansiedade, insegurança, angústia e medo constante de que algo pior esteja por vir.

Com o tempo, tudo tende a se intensificar.
É comum o paciente se sentir mais irritado, cansado, isolado, ou até perder o interesse em atividades que antes traziam prazer.

Importante reforçar:
Toda dor tem um componente psicológico, porque emoções e sistema nervoso estão intimamente conectados.
Mas isso não significa que a dor seja “inventada” ou apenas emocional.

Recebo com frequência perguntas como:
“Será que minha dor é psicológica?”

Infelizmente, alguns profissionais, ao não encontrarem uma causa visível nos exames, acabam rotulando a dor de forma inadequada, o que causa ainda mais angústia e sensação de descrédito no paciente.

A dor é real, mesmo quando não aparece nos exames.
Ouvir com atenção e tratar com respeito é o ponto de partida para transformar essa experiência.

Dor cronica

Outros tipos de dor:

Dor Miofascial: A forma mais comum de dor no mundo

A dor miofascial é considerada uma das causas mais frequentes de dor em consultórios médicos no mundo.
Ela ocorre devido a contraturas musculares que geram pontos altamente sensíveis — os chamados pontos gatilho, ou trigger points.

Esses pontos formam áreas de tensão no músculo, geralmente causadas por postura inadequada, sobrecarga, estresse ou movimentos repetitivos.
O resultado é uma dor localizada que pode irradiar para outras regiões do corpo, muitas vezes confundida com outros diagnósticos.

Sintomas comuns:

  • Dor muscular persistente, geralmente em regiões como pescoço, ombros e costas
  • Sensibilidade ao toque em pontos específicos
  • Rigidez muscular e sensação de peso ou fadiga

Tratamento:

O tratamento da dor miofascial envolve uma combinação de estratégias como:

  • Liberação miofascial manual
  • Alongamento orientado
  • Aplicação de compressas térmicas
  • Agulhamento a seco
  • E, em alguns casos, o uso de medicamentos específicos

Aqui no consultório, realizo o agulhamento a seco, uma técnica segura e praticamente indolor, feita com agulhas de acupuntura diretamente nos pontos gatilho.

É impressionante como muitos pacientes apresentam melhora imediata quando a dor tem origem miofascial.
Mas para isso, é essencial ouvir com atenção toda a história clínica e realizar um exame físico minucioso, sem pressa, para identificar com precisão a origem da dor.

Cada caso é único e receber um cuidado direcionado faz toda a diferença.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma condição classificada à parte dentro dos quadros de dor, por envolver múltiplos mecanismos e sintomas.
Afeta até 8% da população e é mais comum em mulheres entre 30 e 60 anos.

Seus principais sintomas incluem:

  • Dor crônica generalizada
  • Cansaço frequente, mesmo após repouso
  • Alterações no sono
  • Dificuldade de concentração e memória (“nevoeiro mental”)
  • Sensibilidade aumentada ao toque, ruídos ou estímulos leves

Trata-se de uma condição complexa, que exige olhar integral e escuta atenta.

Tratamento:

O pilar do tratamento é a atividade física regular, ajustada à tolerância de cada paciente.
Além disso, utilizamos estratégias combinadas, como:

  • Medicamentos específicos
  • Psicoterapia e manejo do estresse
  • Técnicas de respiração e relaxamento
  • Orientações sobre sono e estilo de vida
  • Suporte emocional e vínculo contínuo

Com a combinação certa de estratégias, é possível reduzir os sintomas, melhorar o sono e recuperar o bem-estar.

👉 Para saber mais, acesse: Fibromialgia

Dor Fantasma

A dor fantasma ocorre quando a pessoa sente dor em uma parte do corpo que foi amputada ou retirada cirurgicamente.
Estima-se que mais da metade das pessoas que passam por uma amputação experimentam esse tipo de dor em algum momento.

Trata-se de uma forma de dor neuropática, causada por alterações nos nervos e na forma como o cérebro processa os sinais corporais após a perda.

Essa dor pode ser:

  • Contínua ou em crises
  • Descrita como pontadas, queimação, sensação de aperto ou formigamento

Cada pessoa descreve de forma única, mas em geral, o sintoma é intenso e emocionalmente desgastante.

Além dos tratamentos convencionais para dor neuropática, podemos utilizar abordagens como:

  • Anestesia em regiões nervosas específicas
  • Estimulação elétrica ou técnicas de neuromodulação
  • Acompanhamento multidisciplinar, incluindo fisioterapia, psicoterapia e reabilitação sensorial
  • Medicamentos específicos

A escuta sensível e o tratamento personalizado são fundamentais nesses casos, especialmente por se tratar de uma dor que muitas vezes é invisível para os outros, mas muito real para quem sente.

Como o corpo regula a dor — e por que isso importa no tratamento

Nosso organismo é dotado de um sistema inteligente e dinâmico de regulação da dor.
Produzimos, naturalmente, substâncias que estimulam a dor e outras que ajudam a reduzi-la.
Esse equilíbrio é fundamental para a nossa proteção, adaptação e recuperação.

Substâncias que aumentam ou sensibilizam a dor:

  • Acetilcolina
  • Prostaglandinas
  • Substância P
  • Bradicinina

Essas moléculas participam dos processos inflamatórios e intensificam a percepção dolorosa.

Substâncias que promovem alívio e controle:

  • Endorfina
  • Encefalina
  • Receptores 5-HT (serotonina)
  • Noradrenalina

Elas atuam como analgésicos naturais, ajudando a modular a dor e a promover bem-estar.

A compreensão de como essas substâncias atuam — e de como o corpo responde a elas — é essencial para escolher o tratamento mais adequado para cada tipo de dor.

Um bom tratamento vai além do alívio imediato. Ele deve buscar a causa da dor, e não apenas mascarar os sintomas.

Por isso, o plano terapêutico pode envolver:

  • Medidas não farmacológicas, como fisioterapia, exercícios terapêuticos, técnicas de relaxamento
  • Uso criterioso de medicamentos, com base em evidências
  • Procedimentos específicos, quando necessário, como bloqueios ou cirurgias
  • E, muitas vezes, o suporte de uma equipe multidisciplinar

Profissionais que podem contribuir para o tratamento da dor crônica:

  • Fisioterapeutas
  • Terapeutas ocupacionais
  • Psicólogos especializados em dor e sofrimento emocional
  • Acupunturistas e profissionais de práticas integrativas

Cada pessoa responde de forma diferente à dor — por isso, o plano de cuidado precisa ser construído de forma individualizada.
Juntos, podemos encontrar a abordagem mais adequada para seu caso, com segurança, escuta e acompanhamento contínuo.

Escala de Dor: uma ferramenta para orientar o cuidado

Avaliar a dor de forma objetiva ajuda a entender sua evolução e a eficácia dos tratamentos.
Uma das ferramentas utilizadas é a Escala Funcional da Dor, que considera não apenas a intensidade, mas o impacto da dor na sua vida.

Veja como funciona:

  • 0 – sem sintoma
  • 1 – tolerável, ou seja suportável
  • 2 – tolerável, mas impacta em algumas atividades
  • 3 – intolerável, mas não impede atividades simples como assistir TV ou ler
  • 4 – intolerável e impacta mesmo em atividades simples
  • 5 – intolerável e inclusive impede a comunicação verbal

Usamos essa escala para acompanhar sua melhora e ajustar o plano terapêutico sempre que necessário.

Uma curiosidade: carinho realmente alivia a dor?

Sim! E isso tem explicação biológica.
Quando uma mãe beija ou faz um carinho no local machucado da criança, não é só afeto, é ciência também.

O toque leve estimula fibras nervosas que não transmitem dor, o que ajuda a “enganar” o cérebro e reduzir a percepção dolorosa.
Além disso, o acolhimento emocional modula o sistema nervoso, trazendo conforto e segurança.

Então, sim: o carinho funciona, principalmente em dores agudas. E vale também para os adultos.

Usar remédios por conta própria: um risco subestimado

É comum recorrer à automedicação diante da dor.
Afinal, ninguém quer sentir dor e muitas vezes, ao reconhecer um sintoma já vivido, a pessoa tenta resolver sozinha.

No entanto, quando a dor persiste ou não tem uma causa evidente, a automedicação pode atrasar o diagnóstico e até piorar o quadro.

Usar analgésicos diariamente não é normal.
Se isso está acontecendo, é sinal de que algo precisa ser investigado com mais profundidade.

O acompanhamento médico garante um olhar amplo e preciso — e evita tratamentos que mascaram o problema sem resolvê-lo.

Conclusão — Você não precisa se acostumar com a dor

Conviver com dor não é normal e tampouco algo que deve ser simplesmente tolerado.
Se você tem vivido com dor há semanas, meses ou anos, é hora de buscar um olhar mais atento e cuidadoso sobre o seu caso.

A dor crônica pode afetar o corpo, a mente e as relações.
Mas com o acompanhamento certo, é possível reduzir os sintomas, melhorar a qualidade de vida e retomar sua rotina com mais leveza e autonomia.

Cada história de dor é única, e merece um plano de cuidado individualizado.

Quer saber sobre dor de cabeça ou sobre a especialidade da Dra Ingrid?

Leia também:

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582007000100007

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/arquivos/2021/dor-cronica-retificado-em-06-11-2015.pdf

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais,-da-medula-espinal-e-dos-nervos/dor/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-dor#Avalia%C3%A7%C3%A3o-da-dor_v67175935_pt

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/01/10/por-que-sentimos-dor-e-qual-e-sua-importancia-para-o-nosso-corpo.htm#:~:text=A%20dor%20%C3%A9%20uma%20sensa%C3%A7%C3%A3o,um%20risco%20para%20a%20sa%C3%BAde.

https://health.uconn.edu/cell-biology/wp-content/uploads/sites/115/2017/10/nociceptores_tradutpo_2012_fein.pdf

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