O uso abusivo de álcool ou drogas pode começar de forma discreta, mas aos poucos vai tomando espaço na vida de quem sofre com isso – e também no coração das famílias.
Talvez você sinta que perdeu o controle, que prometeu parar tantas vezes, mas não conseguiu. Ou, como familiar, pode estar lidando com a dor de ver alguém que ama se afastando.
Esses desafios podem trazer sentimentos de culpa, medo ou até desespero, mas é importante lembrar: o primeiro passo para superar essa situação é buscar ajuda.
Como médica de família, estou aqui para acolher, sem julgamentos, tanto o paciente quanto os familiares.
Juntos, podemos encontrar formas de compreender o que está acontecendo, fortalecer a rede de apoio e construir um caminho para a recuperação.
Se você está enfrentando esse desafio ou quer ajudar alguém que ama, saiba que não precisa enfrentar isso sozinho.
Qual médico pode ajudar?

Muito prazer, sou a Dra Ingrid Ostermayer, médica de família com mais de 18 anos de experiência em atendimentos a pessoas que lutam contra o alcoolismo e drogadição e atendimento a famílias que passam por essa experiência que pode ser tão devastadora.
Minha meta é promover saúde e bem-estar com cuidado personalizado e fundamentado nas melhores evidências científicas.
Com um olhar humano e integral, ajudo meus pacientes a redescobrirem suas capacidades e forças.
Se você ou algum ente querido precisam de ajuda nessa área, agende uma consulta e descubra como é possível encontrar novamente equilíbrio e bem-estar.
Veja alguns depoimentos sobre como são as consultas da Dra Ingrid
EXCELENTE Com base em 113 avaliações Henrique Schwarz2025-03-25Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional excelente, muito dedicada. Recomendo de olhos fechados Daniele Dums2025-03-18Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Uma ótima profissional, muito atenciosa e querida. Consultório muito aconchegante, e tranquilo. Atendimento super rápido, não precisei ficar esperando tempo, já fui logo atendida com meu filho e a consulta em si, demora um pouco, mas com certeza vale muito a pena, por que ela explica tudinho e você pode tirar todas suas dúvidas e explicar tudo o que você tem. E fiquei muito surpresa com o atendimento em geral, desde o secretário,que te explica, mostra o consultório, explica o que a Dr, trata e cuida. Já desde o atendimento do whatsapp é incrível, é diferenciado,desde ali você já pode tirar suas dúvidas, secretario super atencioso e educado. São excelentes profissionais, parabéns. Fiquei muito satisfeita! Gabrielle Livramento2025-02-24Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dra. Ingrid extremamente profissional e humana, agradeço pela atenção e cuidados Leila de Cassia Munhoz2025-01-30Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Fomos muito bem recepcionada pela secretaria. E a Dr excelente atendimento, muito atenciosa com o paciente.Com certeza voltaremos sempre que precisar,e sem contar com o profissionalismo excelente. Grata pela atendimento que teve com o senhor João.. Luciana Fenzke2025-01-29Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dra Ingrid é uma excelente profissional, paciente e atenciosa. Sabe escutar e explica com detalhes cada dúvida. Acho que uma das melhores médicas que já consultei, sem dúvidas. erick2025-01-17Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo Mayara Wollner Nashraw2024-12-13Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Médica maravilhosa atenciosa ao que o paciente está falando e precisando. É atenta aos sintomas e diagnóstica sobre o que realmente super educada e demonstra interesse em saber se o cliente realmente melhorou ... Indico com certeza Gilson Omar Brunnquell2024-12-13Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Atendimento nota 10 Ana Clara2024-12-06Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Excelente experiência! Sanou todas as minhas dúvidas de maneira atenciosa e detalhada! Gilson Uhlig2024-12-03Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. A Dr Ingrid é uma excelente médica, muito atenciosa e prestativa. Me ajudou muito com o que eu precisava. A secretária é muito querida e atenciosa também.Certificado: TrustindexO selo verificado do Trustindex é o Símbolo Universal de Confiança. Apenas as melhores empresas podem obter o selo verificado que tem uma pontuação de avaliação acima de 4.5, com base nas avaliações dos clientes nos últimos 12 meses. Leia mais
O Alcoolismo e uso de drogas é um fenômeno complexo que envolve múltiplos fatores, como sociais, psicológicos e biológicos. As drogas podem ser classificadas em lícitas, como o álcool e o tabaco, e ilícitas, como a maconha, cocaína e heroína. O consumo dessas substâncias tem impacto profundo na saúde física e mental dos usuários, podendo causar dependência, danos neurológicos e complicações sociais e familiares.
Muitas vezes, o uso de drogas está associado à busca por prazer, alívio de tensões ou fuga de problemas, mas pode levar a consequências graves, como o desenvolvimento de vícios, perda de controle sobre o comportamento e prejuízos no funcionamento social. A dependência química altera o cérebro e dificulta a interrupção do uso, mesmo diante de danos evidentes.
E a Família?
Lidar com um familiar que enfrenta a dependência química é um desafio imenso e doloroso para as famílias.
O uso de drogas não afeta apenas o usuário, mas também todos ao seu redor, causando um impacto profundo nas relações familiares, no bem-estar emocional e na dinâmica do dia a dia.
Se você sente que a situação está atrapalhando sua vida, é hora de procurar ajuda. Um médico especializado faz toda a diferença nesse processo.
Quais profissionais fazem esse tipo de acompanhamento?
Equipe multiprofissional é essencial para o tratamento e sucesso dessa empreitada.
Psicólogos, nutricionistas, dentistas, psiquiatras, médicos de família são alguns dos profissionais que podem atuar nesse processo.
Entendendo a dependência química
A dependência química é uma doença crônica que altera o funcionamento do cérebro, fazendo com que a pessoa tenha uma necessidade compulsiva de consumir uma substância, mesmo sabendo das consequências negativas para sua saúde, vida social e emocional.
Muitas vezes, a dependência se desenvolve de forma gradual, começando com o uso recreativo ou medicamentoso e, ao longo do tempo, transformando-se em um vício.
É essencial que a família entenda que a dependência química não é uma fraqueza de caráter ou uma falta de vontade do usuário. Trata-se de uma doença que requer tratamento especializado.
Por isso, culpabilizar o dependente ou tentar controlá-lo com ameaças geralmente não funciona e pode piorar a situação.

O papel da família
A recuperação do usuário de drogas não é um processo que ele possa realizar sozinho; o apoio familiar faz uma grande diferença.
No entanto, esse apoio precisa ser equilibrado, pois muitas vezes, sem perceber, a família pode acabar incentivando comportamentos que perpetuam o ciclo da dependência.
Como ajudar?
- Buscar ajuda profissional: A dependência química é uma condição que muitas vezes requer intervenção médica e psicológica. Programas de reabilitação são opções eficazes. A família pode ajudar o dependente a encontrar o tratamento adequado e encorajá-lo a seguir com ele.
- Estabelecer limites claros: É importante que a família estabeleça limites saudáveis com o dependente. Isso significa não encobrir seus erros, não fornecer dinheiro ou facilitar o acesso às drogas, mas também evitar comportamentos agressivos ou acusatórios. Limites firmes e claros ajudam o dependente a entender as consequências de suas ações e a responsabilidade pelo seu processo de recuperação.
- Participar de grupos de apoio: Existem grupos de apoio para dependentes químicos e também para familiares de dependentes químicos. Esses grupos oferecem um espaço para compartilhar experiências, aprender com outras famílias que enfrentam os mesmos desafios e encontrar orientação para lidar com o problema de maneira saudável.
- Apoiar sem facilitar o vício: O equilíbrio entre apoio e permissividade é delicado. É essencial mostrar ao dependente que ele tem apoio emocional e que pode contar com a família, mas sem que isso se traduza em facilitar o uso da droga. Por exemplo, não encobrir suas ações ou fornecer dinheiro que possa ser usado para sustentar o vício.

Juntos podemos explorar as opções de tratamento e escolher aquela que melhor se adapte às suas necessidades individuais.
Como reduzir o impacto para a família?
1. Cuidar de si mesmo
Lidar com a dependência de um familiar pode ser exaustivo e emocionalmente desgastante. É comum que familiares de usuários de drogas experimentem sentimentos de culpa, vergonha, raiva e desamparo. Por isso, é extremamente importante que os membros da família cuidem de sua própria saúde mental e emocional.
Praticar o autocuidado é fundamental. Isso pode incluir atividades que tragam alívio emocional, como praticar hobbies, manter-se em contato com amigos e buscar ajuda psicológica. A família precisa estar emocionalmente estável para poder ajudar o dependente, e isso só é possível se seus membros também estiverem se cuidando.
Muitas vezes quem entende que precisa de ajuda é a família. Se você percebe que essa situação tem trazido muitos problemas, é hora de procurar auxílio.
2. Evitar o isolamento
Muitas famílias evitam falar sobre o problema por vergonha ou medo do julgamento alheio. No entanto, isolar-se pode piorar a situação. Procurar apoio, conversar sobre o problema com amigos de confiança ou buscar ajuda de grupos de apoio pode aliviar esse fardo e proporcionar novas perspectivas de como lidar com a situação.
3. Compreender que a recuperação é um processo
A recuperação de um dependente químico é um processo longo e muitas vezes marcado por altos e baixos. É comum haver recaídas, e isso não significa que o tratamento não está funcionando, mas que faz parte do processo de superação do vício. A família precisa estar preparada para lidar com esses momentos sem perder a esperança ou reagir de forma excessivamente punitiva.
Ser paciente, encorajar pequenas vitórias e reconhecer o esforço do dependente é fundamental para que ele se sinta motivado a continuar o tratamento. Ao mesmo tempo, é importante que a família esteja sempre em contato com os profissionais que estão cuidando do dependente, para entender as melhores formas de agir em caso de recaídas.
4. Reconstruindo a confiança e o relacionamento familiar
A dependência química pode causar rupturas profundas nos relacionamentos familiares, levando a perda de confiança, mágoas e ressentimentos. No entanto, à medida que o dependente se recupera, a família também pode passar por um processo de cura. Isso exige tempo, paciência e disposição para reconstruir a confiança gradualmente.
A terapia familiar pode ser uma ferramenta útil para ajudar nesse processo, promovendo um espaço onde todos possam expressar seus sentimentos e aprender novas formas de se relacionar, com mais empatia e compreensão.

O papel da família no processo de recuperação de um dependente químico é crucial, mas ele precisa ser equilibrado, cuidadoso e apoiado por ajuda profissional. Ao buscar tratamento para o dependente, cuidar de si mesmo e evitar a co-dependência, a família pode criar um ambiente de suporte saudável e ajudar a pavimentar o caminho para a recuperação. Lembrando sempre que o processo é longo e desafiador, mas com o apoio certo, é possível alcançar a superação do vício e reconstruir a vida familiar.
Você já ouviu falar sobre Co-Dependência?
A co-dependência é uma situação em que a família passa a viver em função do dependente, negligenciando seu próprio bem-estar. Isso pode se manifestar em tentativas de controlar o comportamento do usuário, ou em um cuidado excessivo, quando a pessoa co-dependente se torna o “salvador” do dependente, inclusive se sacrificando por causa disso. Essa dinâmica pode ser prejudicial e, em vez de ajudar, pode agravar o problema. Buscar ajuda profissional para tratar a co-dependência é fundamental.
Sinais de co-dependência:
- Preocupação excessiva com o outro: O co-dependente pode estar tão focado nas necessidades do usuário que ignora suas próprias.
- Controle: Muitas vezes, a pessoa co-dependente tenta controlar a vida do dependente, acreditando que pode “resolver” o problema do uso de drogas.
- Auto-sacrifício: Pessoas co-dependentes tendem a sacrificar seu próprio bem-estar físico e emocional para cuidar do dependente, mesmo que isso afete negativamente suas vidas.
- Falta de limites: O co-dependente pode ter dificuldade em estabelecer e manter limites saudáveis, permitindo comportamentos prejudiciais do dependente químico.

Em conjunto, família, paciente e eu, podemos buscar as melhores alternativas de acompanhamento.
Desintoxicação
A desintoxicação é um processo crítico para quem deseja se livrar do vício das drogas, representando o primeiro passo no caminho da recuperação. Embora seja uma etapa desafiadora, ela é essencial para restaurar a saúde física e emocional do usuário, além de oferecer uma nova perspectiva de vida livre das substâncias.
A desintoxicação é o processo pelo qual o corpo elimina toxinas resultantes do uso de substâncias como drogas, álcool ou mesmo medicamentos. Quando uma pessoa se torna dependente de uma droga, o organismo se adapta à presença contínua da substância, alterando funções cerebrais e corporais. Quando o uso é interrompido, o corpo entra em um estado de desequilíbrio, causando sintomas de abstinência, que podem ser físicos e emocionais.
A desintoxicação, portanto, é a etapa inicial para reequilibrar o corpo e a mente, livrando-os da dependência física da droga. No entanto, a desintoxicação é apenas o começo de um longo processo de recuperação, que inclui tratamento psicológico, mudança de hábitos e suporte social para evitar recaídas.

A desintoxicação é importante porque a dependência química afeta profundamente a saúde física e mental do usuário. O abuso de substâncias pode causar uma série de problemas, como danos ao fígado, pulmões, cérebro e sistema cardiovascular, além de alterar o comportamento, o humor e a capacidade de tomar decisões. O corpo do usuário se torna dependente da substância.
Além dos aspectos físicos, a desintoxicação é crucial para preparar o usuário para as próximas fases do tratamento. Enquanto a droga estiver no organismo, o indivíduo terá dificuldade em focar no tratamento psicológico e nos passos necessários para uma recuperação duradoura. Portanto, a desintoxicação é o primeiro passo para interromper o ciclo de uso e abrir espaço para a cura emocional e mental.
Os desafios
O processo de desintoxicação é difícil tanto para o usuário quanto para seus familiares. Durante a desintoxicação, o corpo está em abstinência, o que pode gerar sintomas físicos intensos e mudanças bruscas de humor. É comum que o usuário sinta fortes desejos de usar a droga novamente, o que aumenta o risco de recaídas.
Além disso, a abstinência também pode causar sentimentos de depressão, ansiedade e irritabilidade. Esses sintomas são especialmente difíceis de lidar para quem usa drogas como forma de enfrentar problemas emocionais. Por isso, é essencial que o usuário tenha apoio constante.
O que esperar após a desintoxicação
Após a conclusão da desintoxicação, o usuário não está “curado”. A dependência química é uma condição crônica, e o risco de recaída sempre existe. Por isso, é fundamental que o tratamento continue após a desintoxicação, com terapia individual, grupos de apoio, como Narcóticos Anônimos (NA) ou Alcoólicos Anônimos (AA), e acompanhamento médico.
A reabilitação é uma jornada contínua que exige comprometimento, disciplina e apoio. A pessoa precisará de tempo para reconstruir sua vida sem as drogas e encontrar novas formas de lidar com as emoções e os desafios diários.
Para o sucesso a longo prazo, é essencial que o tratamento continue com foco no bem-estar físico e mental do usuário, além de contar com o suporte ativo da família e de profissionais. Com dedicação e apoio, é possível romper o ciclo de dependência e construir uma vida saudável e livre do vício.

A importância do tratamento conjunto Família e Usuário
É fundamental que tanto o dependente químico quanto a família recebam tratamento, cada um de acordo com suas necessidades. No contexto da desintoxicação e da recuperação, o tratamento da família é tão importante quanto o tratamento da dependência, pois os dois fenômenos estão interligados. Se a família não for tratada, o ciclo de vício pode ser perpetuado, mesmo após o processo de desintoxicação.
A família também precisa aprender a lidar com a nova dinâmica que surgirá após a desintoxicação, focando no fortalecimento emocional e no desenvolvimento de estratégias para evitar recaídas.
Leia mais em: Ansiedade, Depressão ou O que a Médica de Família trata.
Ou Ainda:
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/1999/0915/p1175.html
https://familydoctor.org/finding-right-addiction-treatment-program
https://americanaddictioncenters.org/alcohol/withdrawal-detox